O cristão, o pecado e a “perfeição” na Bíblia
Por Diego Bonetti
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Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (1 Jo 1:8-9).

A Bíblia diz que todos os seres humanos foram concebidos no pecado. O Filho de Deus, entretanto, veio para vencer o pecado e restaurar a perfeição do plano original de Deus para o homem. Quando Jesus, na cruz do calvário, exclamou “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”, o triunfo de Deus sobre o pecado fora consumado!

Acontece que o cristão não está imune ao pecado. Ao entrarmos pela porta aberta por Jesus na cruz (aliás, Jesus é a própria porta) não somos automaticamente desnaturados de “carne” para “espírito”. Há uma guerra controlada em nosso favor, mas o pecado continua oferecendo riscos.

Aquele que diz ou pensa que não peca, ao invés de santo, engana a si mesmo.

Em outras palavras, a perfeita santidade não existe.

Mas, segundo a Palavra, há um tipo de perfeição que é plenamente atingível…

Thiago 3:2 diz que se alguém não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear todo o corpo.

Provérbios 16:2 ensina que os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito. Na multidão de conselheiros há sabedoria (Pv. 11:14; 15:22).

O varão perfeito, pois, é aquele que submete as diretrizes da carne aos conselhos do Espírito de Deus.

Tal é a perfeição atingível de que trata a Palavra.

Essa “perfeição atingível”, porém, não elimina de vez o pecado, de modo que devemos continuar submetendo diuturnamente os nossos caminhos ao Sábio Conselheiro!