Um gato, uma garrafa de leite e um senhor.
Por Gabriel Bombardi.
cafe
Como em todas as suas manhãs, um senhor acordou disposto a preparar mais uma mesa com seu delicioso café. Colocou a xícara, o prato, o pão e uma garrafa de leite em cima de sua mesa. Continuando em sua normalidade completa, o gato fica curioso com tudo que o senhor colocou diante da mesa e se prepara para fazer uma vistoria bem de perto. Passa pela xícara, pelo prato, ao longo do pão e quando chega na garrafa de leite, derruba-a.
Sem dúvida alguma não é fácil manter toda a teoria de princípios em extremo vigor quando uma grande expectativa é extremamente abalada.
Sim, existirão situações onde a raiva tentará obstruir um ato de amor que estava prestes a ser contemplado. O orgulho dirá para continuarmos em frente e não olharmos mais para trás, afinal, ele garante que está tudo sempre correto. A raiva protegerá a inconsciência, de modo a deixá-la com cada vez mais espaço dentro de nossos pensamentos. O medo desvia qualquer possibilidade de resolução de problemas e situações. Mas, e o nosso – ou melhor, do senhor – leite? O que fazer quando, aparentemente, não há o que fazer?
Então as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: ‘Senhor, aquele a quem amas está doente’. Ao ouvir isso, Jesus disse: ‘Essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela’.” (Jo 11:3-4)
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