A Maravilhosa Obra do Senhor
Por Patrícia Santos Souza

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Minha família sempre foi problemática, não tive estrutura desde a infância. Meu pai era alcoólatra, muitas vezes tínhamos que buscá-lo caído na rua. Ele e minha mãe brigavam e se agrediam fisicamente. Às vezes, até faca ela usava para se defender.

Sou a mais velha de quatro irmãs, e nós sofríamos demais…Com as atitudes erradas do meu pai, quem assumia a autoridade dentro de casa era minha mãe, que acabava sempre muito perturbada e me xingava com palavrões. Um dia ela disse que eu ia chorar lágrimas de sangue.

Claro que isso jamais aconteceu, mas eu apanhava tanto que já cheguei a sangrar de tanta surra. Por conta de toda essa agressividade dentro da minha casa, às vezes eu fugia, saía pra beber e depois minhas irmãs me levavam para casa. Acredito que o mau exemplo do meu pai me fez seguir o mesmo caminho. Durante muitos anos eu bebi muito, fui viciada em cigarro (graças a Deus nunca me envolvi com droga).

A falta de dinheiro era grande também…às vezes não tínhamos o que comer. Quando eu e minhas irmãs começamos a trabalhar, tínhamos que entregar o salário do mês para minha mãe. Se não fizéssemos isso, apanhávamos e eu era a mais agredida, chegando a ficar com marcas no corpo.

Por muitos anos esse era o quadro familiar…eu continuei bebendo demais e me envolvendo em alguns relacionamentos amorosos, sem compromisso. Cansada dessa vida e já mais velha, procurei a Igreja Católica e me tornei devota dos santos. Meu pai freqüentava espiritismo mesa branca e também o candomblé, e eu acabei me envolvendo também.

Um dia, já sem esperança nenhuma, disse pra Deus que eu não queria mais aquela vida de humilhação, pois eu me sentia desprezada, sem valor nenhum. Minha mãe e minhas irmãs decretavam que eu não servia pra nada. Mesmo não conhecendo a Deus, sei que Ele ouviu o meu clamor e ali começou a realizar uma transformação em minha vida.

Abro aqui um parêntese para explicar que eu conheci o Gilson, meu marido, na minha adolescência porque morávamos perto. Eu já gostava dele, mas não era correspondida e ele  acabou se casando com outra moça com quem teve uma filha. O casamento não deu certo, nos reencontramos e começamos a namorar. Acontece que minha mãe não aceitava o namoro de jeito nenhum. Fui expulsa de casa e depois de alguns meses, eu e o Gilson fomos morar juntos. Alugamos uma casa na frente de uma mulher evangélica, que começou a orar pela nossa vida.

O Senhor começava ali uma obra. Minha irmã tinha uma loja e eu comecei a trabalhar com ela. Havia uma ajudante evangélica, que também orava por mim e pelo Gilson. Um dia, minha irmã e eu tivemos uma briga muito séria dentro da loja e aquela funcionária nos convidou para irmos até a casa dela receber uma oração. Nós fomos e ali Deus falou muito ao meu coração. Levei o Gilson até lá e o mesmo aconteceu: ele foi tocado assim como eu.

Nós começamos uma vida nova, mas era apenas o começo de uma luta que começava no nosso relacionamento.

Minha sogra não aceitava a nossa união porque gostava muito da ex-esposa dele.  Além disso, ela era envolvida com ocultismo e eu me tornei alvo de seus trabalhos espirituais.  Com frequência eu ficava doente, mas não me prostrava, pois o Deus Todo Poderoso que eu estava aprendendo a conhecer, não me deixava.

Eu chegava a ficar possessa por demônios, o que deixava meu marido muito triste. Por esse motivo, nós não deixávamos de ir à Igreja, onde buscávamos a Deus verdadeiramente. Certo dia recebemos uma palavra que nós precisávamos colocar nossa vida no Altar, ou seja, formalizar nossa união, casando de verdade. Acomodados com a nossa situação de apenas morar junto, eu e Gilson não nos casamos na época, e eu fiquei grávida.

Quando cheguei no sétimo mês de gestação, depois de 35 dias internada, perdi o bebê. Engordei muito na gravidez e cheguei a 104 quilos com pressão arterial elevada, o que pode ter causado o aborto espontâneo. Ele ficou muito abatido, mas a partir desse momento resolvemos nos casar. Fomos abençoados por algumas irmãs da Igreja. Ganhei o vestido de noiva e até a festa de casamento. Meu sogro entregou a vida a Jesus e na semana do meu casamento, engravidei da minha filha, que hoje está com 12 anos. Pela medicina eu não poderia, mas a Gabriela nasceu saudável, exatamente como o Senhor havia prometido a nós.

A partir desse momento, o Gilson começou a pregar a Palavra de Deus. Há quatro anos estamos congregando na Igreja Batista Maanaim, onde somos muito edificados. Um ano e meio atrás o irmão dele faleceu em um acidente de carro aos 29 anos, e pouco tempo depois meu sogro cometeu suicídio.

Apesar de todo o nosso sofrimento pelas perdas na família e da maneira que aconteceram, Deus tem nos dado vitória, cuidando das nossas vidas, nos dando amor e graça, e suprindo todas as nossas necessidades, inclusive, materiais. Nada nos falta, pois é Ele quem nos sustenta de uma maneira muito especial. Eu só posso agradecer ao Senhor neste momento.

Quero deixar aqui um texto bíblico para reflexão, que está em 1 Coríntios 1:27-31:

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor”.

Deus abençoe a todos!

A coluna Edificados pela Rocha é escrita por membros da Igreja Batista Maanaim e toda a sexta-feira apresenta um testemunho novo para glorificar o nome de Deus. O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e que informe os créditos de autoria. Em caso de dúvidas, contate a Igreja Batista Maanaim. Redigido e revisado por Dimig Alessandra Seidenberger de Almeida.