Levada pelas mãos do próprio Deus
Dimig Alessandra de Almeida

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Meu testemunho não é marcado por grandes acontecimentos, mas sempre tive muita vontade de contá-lo, pois ninguém nunca me convidou para ir à Igreja nem me evangelizou em alguma festa ou em uma reunião de amigos. Creio, portanto, que “nenhum dos planos do Senhor pode ser impedido”, como está escrito no Livro de Jó, 42:2. Meu desejo é que esta história possa edificar a sua vida.

Tudo aconteceu de uma forma muito simples, mas definitiva. Nasci no dia 18 de maio de 1972. Dois anos mais tarde meus pais se separaram e eu fui morar com meus avós. Deles recebi muito amor, mas é claro que a ausência dos meus pais acarretou muita instabilidade emocional durante toda a minha vida. Minha mãe formou outra família e teve mais três filhos. Tive contato com todos eles (como tenho até hoje), mas nunca moramos na mesma casa.

Minha família era católica por tradição. Aos 6 anos fui estudar num colégio de freiras e lá fiquei até a 8ª série (atual 9º ano do Ensino Fundamental II). Não freqüentava missas, mas ia de vez em quando com a escola, que programava algumas festividades, como Dia das Mães e formaturas na igreja. Aos 8 anos, aproximadamente, me lembro que um dia, sentada no banco daquele templo cheio de imagens, fiquei “conversando” com Deus, em vez de rezar como eu havia aprendido. Em seguida, quietinha, eu tentava “ouvir” a voz Dele. Era como se eu soubesse fazer uma oração sem ninguém ter me ensinado. Esse momento ficou na minha memória e creio que é para eu entender que desde menina o Senhor me escolheu. Como diz a Palavra de Deus em Salmos, capítulo 139:13 “Pois criaste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe”.

O tempo passou e em 1986, quando eu estava com 14 anos e concluindo o 1º grau (Ensino Fundamental), resolvi pedir ao meu pai para estudar no Colégio Batista Brasileiro, onde uma prima havia estudado. Eu ouvia dizer que era uma escola forte e que me prepararia melhor para o vestibular. Realmente a escola era excelente, mas um propósito muito maior estava acima de tudo isso. Creio que o Senhor estava me direcionando para o lugar onde Ele queria que eu estivesse.

Uma vez por semana havia uma pregação no salão nobre da escola durante uma aula inteira (50 minutos) e ninguém prestava a menor atenção, inclusive eu. Creio que mesmo assim o Espírito Santo já estava fazendo a obra na minha vida.

Terminado o 3º ano, saí do colégio e entrei na faculdade de Comunicação. Continuei em contato com o grupo de amigas que formei no Batista. Uma delas, no entanto, que namorava um rapaz cristão havia dois anos, terminou o namoro de uma hora para outra. Esse moço foi morar fora do país e se aproximou definitivamente de Deus. Como o Senhor tinha um propósito na vida deles, minha amiga acabou reatando o namoro depois de um longo período de afastamento. Ela se converteu e eles se casaram.

Eu fui seguindo a minha vida, estudando, trabalhando, desejando encontrar um rapaz com quem eu pudesse casar, formar uma família, mas sentia um vazio imenso, uma grande insatisfação. Tinha tido namoros longos que nunca me preencheram. Resolvi pedir a essa minha amiga recém convertida para me levar a um culto. Ela e o marido faziam parte de uma igreja em célula, mas o que eu sabia naquele momento era que eles “estudavam a Bíblia” junto com outras pessoas dentro dos lares. Lá fui eu num domingo com eles e quando cheguei a esse “encontro”, o pastor estava lendo a ata da igreja. Nem preciso dizer que não entendi nada, mas não achei chato, por incrível que pareça. Era 9 de julho de 1994 e eu estava com 22 anos.

Desse dia em diante, passei a freqüentar os cultos três vezes por semana. Recém formada em Jornalismo, estava sem emprego e logo nos primeiros meses de conversão, consegui meu primeiro trabalho na área, sem nenhuma experiência. Entrei em uma rádio como redatora e lá fiquei durante três anos. Durante esse período, conheci um locutor de rádio, com quem namorei durante quase 1 ano, mesmo ele sendo incrédulo. Nós íamos ao culto aos domingos e depois de alguns meses freqüentando a igreja juntos, fomos batizados na casa do pastor. No entanto, ele desmanchou o namoro depois de quatro meses que desceu às águas e se afastou de Deus. Foi um período extremamente difícil para mim. Eu não entendia o que estava acontecendo, mas apesar da tristeza profunda que eu sentia, não deixava de ir à Igreja e de buscar o Senhor. Havia momentos em que eu me sentia muito fraca na fé, mas o amor de Deus supriu toda a minha carência.

Hoje eu entendo o que Deus fez…Meses depois do ocorrido, num culto de louvor e adoração, chegando na Igreja, vi um rapaz tocando teclado no altar, que me chamou a atenção no primeiro momento. Ele era conhecido dos pastores e de outros irmãos da Igreja. No final do culto, muito envergonhado, ele veio até mim junto com o cunhado dele. Eu e meus irmãos (os amigos que me levaram para a Igreja) fomos convidados para jantar na casa dele. Me apaixonei e comecei a orar.

Logo depois desse encontro, ele foi morar nos Estados Unidos e eu entendi que se fosse da vontade de Deus, ficaríamos juntos no tempo certo. Ele acabou retornando fora do tempo previsto e começamos a namorar. Seis meses mais tarde nos casamos e estamos juntos há 17 anos. Depois da minha salvação, foi o maior presente que o Senhor me deu, junto com a filha que resultou do nosso amor. Passamos por um momento muito difícil no casamento depois de 7 anos, mas fomos restaurados (essa é uma história que posso contar em outro momento).

Com relação aos meus pais, preciso dizer que, escrevendo este testemunho, descobri que estou curada das feridas da infância…Para minha surpresa, depois de ter acabado de escrever, vi que sequer eu tinha mencionado a separação deles e o fato de ter sido criada pelos meus avós. Então resolvi contar apenas por fazer parte da minha história. Estou muito grata a Deus pelo amor que Ele manifesta e pelo cuidado que sempre teve comigo…por Ele ter tocado meu coração desde pequena.
Encerro aqui com dois versículos que estão sempre no meu coração:

“Pois estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. Romanos, 8:38-39

“Ainda que meu pai e minha mãe me desamparassem, o Senhor me recolheria”. Salmos 27:10

Deus abençoe grandemente a sua vida!

A coluna Edificados pela Rocha é escrita por membros da Igreja Batista Maanaim e toda a sexta-feira apresenta um testemunho novo para glorificar o nome de Deus. O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e que informe os créditos de autoria. Em caso de dúvidas, contate a Igreja Batista Maanaim.