A última sentença vem de Deus!
Por Flávia T. Calderon da Cunha

Gloria de Deus

Fui criada em uma lar de tradição católica, passei por todos os rituais da igreja como, Batismo, 1ª Comunhão e Crisma, mas em novembro de 2003 uma experiência muito difícil me levou para os caminhos do Senhor. Aos 14 anos de idade, eu tive um AVC e fui internada no Hospital Regional de Osasco, na Grande São Paulo. Os sintomas eram dor de cabeça, rigidez na nuca, vista embaçada e formigamento do lado esquerdo do corpo. Nos primeiros atendimentos nada foi feito, pois os médicos diziam que era uma cefaléia, me medicavam e mandavam voltar para casa.

Depois de quatro dias, eu passei por um neurologista no mesmo hospital e os médicos descobriram que eu tinha um problema congênito (“Malformação” Arteriovenosa Cerebral) e que era necessária uma intervenção cirúrgica para possibilitar a passagem do sangue pelas artérias, que estava bloqueada. A “Malformação” Arteriovenosa Cerebral se caracteriza pela alteração na formação dos vasos sanguíneos que podem se apresentar clinicamente de forma variada, em diversas regiões do corpo e em diferentes idades.

No Regional de Osasco não havia condições para uma cirurgia desse porte. Meu pai conseguiu marcar uma consulta para mim no Hospital das Clínicas e eu entrei na fila de espera para uma cirurgia. Fiquei esperando o dia chegar e, enquanto isso, tive contato com pessoas que passaram pelo mesmo problema e ficaram com seqüelas graves. No dia 1º de abril eu fui operada. O médico que me operou era considerado um dos melhores neurocirurgiões do país. No entanto, depois de passar por alguns exames pós-cirúrgicos, foi constatado que o problema não tinha sido resolvido por completo e eu tive que passar por uma nova cirurgia depois de duas semanas.

No dia 16 de abril passei pela 2ª cirurgia. Era época de Páscoa e eu pensava muito na morte e ressurreição de Jesus e que nada era comparado ao que o Senhor passou na cruz. A cirurgia foi de alto risco e havia a possibilidade de eu ficar cega. Apesar disso, tudo transcorreu muito bem. Dez anos se passaram e eu não tenho nenhuma seqüela. Levo minha vida normalmente como qualquer outra jovem da minha idade!

Sempre tive amizade com evangélicos que me convidavam para ir à Igreja para um encontro de jovens que chamamos de “célula”, mas nunca dava certo…até que um dia eu resolvi e fui. Era julho de 2012 e eu me senti muito bem ali. Continuei freqüentando os cultos e nunca mais deixei ir.

Tenho aprendido muito sobre este Deus maravilhoso, que me ama tanto e que realizou um milagre na minha vida. Ele permitiu que eu passasse por tudo isso para que o nome dele fosse glorificado por meio dessa experiência que eu vivi.
Hoje eu entendo que tudo o que eu passei, a gravidade do meu caso, o medo que eu sentia, enfim, tudo isso foi uma provação que Deus permitiu para que eu pudesse firmar a minha fé. Posso afirmar que eu deposito toda a minha confiança no Senhor Jesus, entrego a Ele a minha vida diariamente e sei que Ele está no controle de tudo.

Deixo aqui uma Palavra que fala a respeito das provações que podemos passar. Está em I Pedro, capítulo 1, versículo 6-7:
“Alegram-se por isso, se bem que agora é possível que vocês fiquem tristes por algum tempo, por causa dos muitos tipos de provações que vocês estão sofrendo. Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira.
Pois até o ouro, que pode ser destruído, é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme. E assim vocês receberão aprovação, glória e honra, no dia em que Jesus Cristo for revelado”
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A coluna Edificados pela Rocha é escrita por membros da Igreja Batista Maanaim e toda a sexta-feira apresenta um testemunho novo para glorificar o nome de Deus. O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e que informe os créditos de autoria. Em caso de dúvidas, contate a Igreja Batista Maanaim. Redigido e revisado por Dimig S. de Almeida.